Eu não tenho culpa do que passou, você também não.
Só não aceito acusações sem fundamento. É mais fácil assim, é mais cômodo, e mais gostoso imaginar que tudo é causado por mim, é por ninguém mais. Que suas frustração e a sensação de desconforto é minha culpa, pronto encontraste um bode expiatório, para cuspir todas as suas fraquezas. Não, eu não sou santa, mas não fiz nada, não falei nada, não escrevi nada. Já não tenho a ilusão que perceba tudo isso. Espero estar enganada, mas por hoje chega, basta, deixa-me em paz. Quem pede para não pensarmos de “forma pontual” hoje sou eu, não pense no que eu digo, leio, faço ou no que estudo, não pense em minha rotina, não faz diferença pra você, nem para ninguém que não me queira bem.
Encontrei meu caminho, um caminho do jeito que eu queria, alias muito melhor do que o sonhado. Agora me deixa, não toque em meu nome, toda vez que faz isso, posso sentir. Se quiser que eu te deixe, me deixa também. Chega de manipulação, de loucuras, de jogos, esse circo que se armou, perdeu a graça pra mim há algum tempo. A vida é simples, ela sorri você não enxerga? Então sorria, e deixe que meu nome voe com o tempo que se passou. Você não precisa mais dele. Liberte-me, liberte-se. E não deixe que ninguém o faça prisioneiro, não deixe que falem de mim. Toda vez que alguém o fizer, sorria e diga: “ela voou com o tempo, ela não existe mais, ela não é nada, nada não faz nada, nada não fala nada, não lê nada e a gente não pode falar de nada, nada não é assunto.”
Essa pessoa insegura que me ataca, esconde em sua arrogância pedante uma fraqueza descontrolada, mas não percebe que não me deixa voar com o vento que se foi e sumir com o tempo que não volta. Ajude-a. Ajude-me. Não se prenda a coisas mesquinhas, pequenas e sem valor nesse momento, a vida é maior do que isso, a vida é melhor. Eu ainda acredito que você é maior. Então aja como tal e não me decepcione.
E sim, eu sabia que você leria.